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Brasil atrai investimentos mais por falta de opções globais do que por melhora estrutural

Gestoras de investimento avaliam que o Brasil se tornou atrativo para investimentos devido à escassez de alternativas no cenário internacional e preocupações com os EUA, e não por uma melhora consistente dos fundamentos domésticos, apesar da alta da Bolsa e queda do dólar em 2026.

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Foto: InfoMoney
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10/02 às 16:53

Pontos principais

  • A atratividade do Brasil é impulsionada pela falta de opções de risco-retorno no cenário internacional restritivo.
  • Gestoras como Opportunity e Genoa Capital apontam fragilidade fiscal e ausência de melhora estrutural como limitadores de uma visão construtiva de longo prazo.
  • A Adam Capital questiona a baixa poupança bruta do Brasil e a leitura de que a política monetária esteja excessivamente restritiva.
  • Há uma crescente avaliação de que riscos relevantes nos Estados Unidos não estão plenamente refletidos nos preços dos ativos.
  • A Kapitalo prioriza estruturas que preservem capital em cenários adversos, focando em assimetria e proteção.

Apesar da alta da Bolsa e da queda do dólar em 2026, gestoras de investimento no Brasil não veem um cenário totalmente positivo para os ativos locais. A atratividade do país é atribuída principalmente à escassez de alternativas de risco-retorno no cenário internacional, que se mostra mais restritivo, e à comparação com os Estados Unidos, onde incertezas fiscais e políticas ainda geram preocupações e não estariam totalmente precificadas nos ativos.

Gestoras como Opportunity e Genoa Capital ressaltam que a fragilidade fiscal e a falta de melhora consistente dos fundamentos domésticos limitam uma visão construtiva de longo prazo. A Adam Capital, por sua vez, critica a baixa taxa de poupança bruta do Brasil em relação ao PIB e questiona se a política monetária está excessivamente restritiva. A Ibiuna Investimentos levanta a questão se um ambiente externo favorável pode continuar a prevalecer sobre os fundamentos locais na precificação dos ativos brasileiros, enquanto a Kapitalo foca em estratégias que preservem capital em cenários adversos.

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