Salário e estabilidade superam home office na preferência de brasileiros
Pesquisa da CNI aponta que remuneração e estabilidade são prioridades, enquanto 43% dos trabalhadores relatam incerteza sobre o futuro profissional.
Pontos principais
- Salário (28,7%) e estabilidade (22,4%) lideram as prioridades na busca por emprego, enquanto o home office é prioridade para apenas 15,9%.
- Cerca de 43% dos brasileiros não conseguem projetar sua trajetória profissional para os próximos cinco anos.
- Apenas 44,5% dos trabalhadores possuem habilidades digitais complexas, gerando preocupação com a automação.
- Apesar da incerteza sobre o futuro, 95% dos entrevistados declaram estar satisfeitos com o emprego atual.
Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela que fatores tradicionais, como salário e estabilidade, permanecem como os pilares mais valorizados pelos brasileiros, superando a demanda por flexibilidade geográfica. Embora o debate sobre o home office tenha ganhado relevância, o modelo remoto ocupa apenas a quinta posição nas preferências dos trabalhadores. O levantamento aponta um cenário de cautela, com 43% dos profissionais expressando incerteza sobre sua trajetória nos próximos cinco anos, um sentimento que persiste mesmo com 95% dos entrevistados declarando satisfação com seus cargos atuais. Além da busca por segurança, o mercado enfrenta um desafio estrutural: a lacuna de competências digitais. Com menos da metade da força de trabalho dominando tecnologias complexas como inteligência artificial, a preocupação com a automação e a falta de qualificação emergem como obstáculos centrais para a estabilidade profissional a longo prazo.
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