Incertezas fiscais e dados econômicos dos EUA elevam a curva de juros no Brasil, com títulos prefixados operando perto de 15% ao ano.
O mercado financeiro brasileiro enfrenta um período de alta volatilidade, com a curva de juros precificando uma trajetória de elevação para a taxa Selic. A pressão é impulsionada por um cenário de incertezas fiscais internas somado a indicadores econômicos robustos nos Estados Unidos, que forçam uma reavaliação das expectativas de política monetária. Como reflexo, os títulos prefixados do Tesouro Direto operam em patamares próximos a 15% ao ano, enquanto o Boletim Focus revisou para 13,5% a projeção da Selic para o encerramento de 2026. Embora notícias sobre mediações diplomáticas conduzidas pelo presidente Donald Trump tenham gerado um alívio momentâneo nas taxas, o ceticismo dos analistas quanto à estabilidade global mantém o prêmio de risco elevado. O movimento reflete a dificuldade do mercado em antecipar a flexibilização monetária diante de um ambiente macroeconômico global ainda incerto.
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