Mercado de juros precifica alta da Selic com taxas próximas a 15%
Incertezas fiscais e inflacionárias elevam a curva de juros, com mercado precificando alta da Selic já na reunião de agosto.
Pontos principais
- Títulos prefixados do Tesouro Direto operam próximos a 15% ao ano.
- Expectativas de inflação em alta pressionam os DIs de curto prazo.
- Analistas aumentaram a probabilidade de elevação da Selic em agosto.
- O Boletim Focus projeta a taxa básica de juros em 13,5% para o final de 2026.
- Dados econômicos dos EUA e incertezas fiscais internas mantêm a volatilidade.
O mercado financeiro brasileiro intensificou a precificação de uma trajetória de alta para a taxa Selic, refletindo a deterioração das expectativas inflacionárias e incertezas fiscais. Nesta terça-feira, a curva de juros, especialmente nos contratos de Depósitos Interfinanceiros (DIs) de curto prazo, registrou nova pressão, com analistas elevando a probabilidade de um aumento na taxa básica de juros já na reunião do Banco Central em agosto. Este movimento contraria projeções anteriores de flexibilização monetária e mantém os títulos prefixados do Tesouro Direto próximos ao patamar de 15% ao ano. Embora esforços diplomáticos mediados pelo presidente Donald Trump tenham gerado alívios pontuais, o ceticismo persiste. Com o Boletim Focus revisando a Selic para 13,5% ao final de 2026, o cenário macroeconômico global e a pressão dos indicadores americanos seguem elevando o prêmio de risco no Brasil.
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