Especialistas debatem suspensão de exploração de terras raras em MG
Debate na Câmara aponta riscos ambientais e defende maior soberania estatal na exploração de minerais críticos em Minas Gerais.
Pontos principais
- Especialistas pedem a suspensão de licenciamentos no sul de Minas Gerais devido a riscos radioativos e ambientais.
- Críticos apontam que empresas estrangeiras priorizam a exportação de matéria-prima em vez do refino local.
- O deputado Pedro Uczai propôs a criação da estatal TerraBras para gerir a industrialização de minerais críticos.
- Há questionamentos sobre a falta de transparência nos processos de autorização da Agência Nacional de Mineração.
Especialistas e parlamentares reuniram-se na Câmara dos Deputados para discutir a exploração de terras raras no sul de Minas Gerais, defendendo a suspensão imediata de novos licenciamentos. O debate destacou preocupações com impactos ambientais e radioativos, além de criticar o modelo atual, que favorece a exportação de material bruto por empresas estrangeiras em detrimento do desenvolvimento tecnológico nacional. Como alternativa, foi sugerida a criação da estatal TerraBras para centralizar a exploração e o refino desses recursos.
A discussão também abordou a necessidade de maior transparência nos processos da Agência Nacional de Mineração e comparou as estratégias brasileiras com o controle estatal exercido pela China. A relevância do tema reside na importância estratégica dos minerais críticos para a transição energética global e na busca por garantir que o Brasil capture maior valor agregado na cadeia produtiva desses insumos.
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