Minerais críticos e terras raras são essenciais para a tecnologia moderna, energias renováveis e defesa, com a China dominando sua produção e refino. O Brasil possui a segunda maior reserva mundial de terras raras e busca negociar sua exploração e processamento de forma soberana, sem acordos de exclusividade. O presidente Lula expressou a intenção de discutir o tema com o presidente dos EUA, Donald Trump, e o Brasil já assinou um acordo de cooperação com a Índia em fevereiro de 2026, visando desenvolver sua capacidade e diversificar parcerias.
Minerais críticos e terras raras são insumos estratégicos essenciais para a economia tecnológica global, utilizados principalmente na fabricação de chips e circuitos eletrônicos, bem como em tecnologias de energias renováveis e na indústria de defesa. Embora as terras raras não sejam escassas, sua extração é economicamente desafiadora devido às baixas concentrações. O Brasil possui a segunda maior reserva conhecida de terras raras do mundo, equivalente a cerca de 25% das reservas globais, e busca negociar sua exploração e processamento de forma soberana, atraindo parceiros globais sem se vincular a acordos de exclusividade. Este tema é central nas relações comerciais e tecnológicas entre grandes potências como Estados Unidos e China, com a China dominando cerca de 70% da produção global e o refino desses minerais.
A importância dos minerais críticos e terras raras tem crescido exponencialmente devido à sua aplicação em tecnologias avançadas. O Brasil, detentor de vastas reservas, tem demonstrado interesse em desenvolver sua capacidade de processamento e exportação desses materiais. Em fevereiro de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou o desejo de negociar diretamente com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o comércio de minerais críticos e terras raras. A intenção brasileira é processar esses minerais no país e vendê-los a quem desejar, sem imposições ou acordos de exclusividade, como os almejados pelos Estados Unidos. Durante uma viagem à Índia, Lula buscou novos mercados e acordos em áreas estratégicas, incluindo a exploração de minerais críticos. Em 21 de fevereiro de 2026, Brasil e Índia assinaram um acordo de cooperação sobre minerais críticos e terras raras, ampliando a colaboração entre os dois países em minerais estratégicos. O Brasil também possui grandes reservas de outros minerais estratégicos, como nióbio, lítio, grafite, cobre, cobalto e urânio, e reivindica junto à ONU o reconhecimento da Elevação do Rio Grande (ERG), uma formação submersa rica em minerais estratégicos, como extensão natural do território nacional.