Decisões judiciais interrompem leilão de reserva de energia por falhas técnicas, exclusão de renováveis e risco de aumento nas tarifas ao consumidor.
A Justiça Federal suspendeu o megaleilão de energia do governo federal, que previa movimentar R$ 515 bilhões em contratos de reserva de capacidade. As decisões judiciais, incluindo uma liminar proferida no Ceará, apontam inconsistências técnicas na modelagem de custos, que teria elevado artificialmente o valor dos contratos, além de criticar a exclusão de tecnologias renováveis, como o armazenamento por baterias, em favor de fontes fósseis e gás natural. O tribunal destacou ainda o risco de impacto direto nas tarifas de energia para o consumidor final e a possibilidade de efeitos financeiros irreversíveis para o setor elétrico.
O certame, considerado estratégico para a segurança energética em horários de pico, envolve grandes players como Petrobras, Eneva e grupos ligados à J&F. A paralisação impede, por ora, a homologação e a conclusão do processo licitatório. O governo federal agora enfrenta a necessidade de apresentar esclarecimentos detalhados ao Judiciário sobre os parâmetros de cálculo e a legalidade do certame para garantir a transparência necessária antes de qualquer tentativa de retomada do processo de contratação.
UOL - Economia • 8 jun, 09:59
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