Ecossistemas costeiros brasileiros são fundamentais para a regulação climática, mas ainda carecem de políticas de conservação robustas.
O conceito de carbono azul tem ganhado relevância na agenda climática global como uma ferramenta estratégica para a mitigação do aquecimento do planeta. Os oceanos desempenham um papel vital ao absorver aproximadamente 30% das emissões de CO2, sendo os ecossistemas costeiros, como manguezais e pradarias marinhas, os principais responsáveis por esse sequestro de carbono. No Brasil, a preservação desses ambientes é considerada estratégica, dado que o país abriga o maior sistema contínuo de manguezais do mundo. Contudo, especialistas apontam que o setor ainda é negligenciado em comparação a biomas terrestres como a Amazônia. A proteção dessas áreas não apenas auxilia no combate às mudanças climáticas, mas também garante a segurança alimentar e a proteção dos direitos territoriais de comunidades tradicionais. A degradação desses ecossistemas representa um risco, pois pode liberar o carbono estocado, intensificando o efeito estufa.
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