Medidas na pesca de espinhel buscam reduzir morte de albatrozes
Especialistas defendem a adoção de técnicas de mitigação na pesca em alto-mar para evitar a captura incidental de aves marinhas ameaçadas.
Pontos principais
- Albatrozes e petréis estão entre as aves mais ameaçadas do mundo, com metade das espécies presentes na costa brasileira.
- A pesca de espinhel é a principal causa de mortalidade dessas aves, que se afogam ao tentar capturar iscas nos anzóis.
- O uso de largada noturna, pesos de chumbo e dispositivos 'toriline' pode reduzir a captura incidental em até 90%.
- O Projeto Albatroz trabalha com o governo para ampliar a fiscalização e o monitoramento eletrônico das frotas pesqueiras.
O Dia Mundial do Albatroz reforça a necessidade urgente de implementar mudanças nas práticas de pesca em alto-mar para proteger espécies ameaçadas. A pesca de espinhel, principal responsável pela morte incidental de albatrozes e petréis, exige a adoção de medidas mitigadoras eficazes, como a largada noturna e o uso de dispositivos conhecidos como 'toriline'. Tais tecnologias, quando aplicadas corretamente, têm o potencial de reduzir em até 90% o afogamento dessas aves marinhas, que frequentemente buscam as iscas nos anzóis durante as operações pesqueiras. O Plano de Ação Nacional para a Conservação de Albatrozes e Petréis, em parceria com o Projeto Albatroz, coordena esforços para fortalecer a fiscalização e o monitoramento eletrônico das frotas. A iniciativa busca equilibrar a atividade econômica pesqueira com a preservação da biodiversidade marinha, garantindo a sobrevivência de espécies que utilizam a costa brasileira como habitat fundamental.
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