Especialistas alertam sobre os riscos ambientais de intervenções artificiais em praias, como engordas e muros, defendendo soluções baseadas na natureza para proteção costeira.
Especialistas em meio ambiente e pesquisadores têm alertado para os graves riscos ambientais associados às intervenções artificiais em praias, como engordas e muros de contenção. Embora essas obras sejam frequentemente empregadas para conter o avanço do mar, elas podem gerar uma série de efeitos colaterais, alterando a dinâmica natural das ondas e correntes, impactando a qualidade da água e até aumentando os riscos de afogamento. Um exemplo recente é a multa de R$ 2,5 milhões aplicada pelo Ibama ao governo do Paraná por uso inadequado de sacos plásticos em Matinhos, evidenciando a preocupação com a forma como essas intervenções são realizadas.
Alexander Turra, da USP, ressalta que, embora intervenções emergenciais possam resolver problemas localizados, elas frequentemente causam desequilíbrios em outras áreas da costa, criando um efeito dominó. A ocupação desordenada de áreas costeiras vulneráveis, com a supressão de restingas e dunas, agrava a erosão e a necessidade dessas obras. Em contrapartida, Janaína Bumbeer, da Fundação Grupo Boticário, defende a adoção de soluções baseadas na natureza, como a restauração de manguezais, restingas e dunas, que não só protegem o litoral, mas também oferecem benefícios econômicos e ambientais duradouros. O planejamento da ocupação costeira com base em evidências científicas é crucial para a sustentabilidade e prosperidade das futuras gerações.
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