ANPD investiga Claro e Serasa por compartilhamento de dados
A ANPD abriu processos contra Claro e Serasa por suspeitas de irregularidades no compartilhamento de dados pessoais de clientes.
Pontos principais
- A ANPD instaurou processo administrativo sancionador contra a Claro por falta de transparência e excesso de dados compartilhados.
- A Serasa Experian passará por procedimento de fiscalização para verificar sua política de privacidade e conformidade com a LGPD.
- As empresas possuem prazo de 10 dias úteis para apresentar suas defesas à agência reguladora.
- A Claro pode enfrentar multas de até R$ 50 milhões ou 2% do faturamento caso irregularidades sejam confirmadas.
- A Serasa é atualmente a empresa com o maior volume de denúncias recebidas pela ANPD.
A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) intensificou a fiscalização sobre o fluxo de informações entre a operadora Claro e a Serasa Experian. A autarquia instaurou um processo administrativo sancionador contra a Claro, apontando indícios de descumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), como falta de transparência e compartilhamento excessivo de dados de clientes. Simultaneamente, a Serasa será submetida a um procedimento de fiscalização para avaliar suas práticas de tratamento de dados. Ambas as companhias foram notificadas e possuem 10 dias úteis para apresentar suas defesas. Caso as infrações sejam comprovadas, a Claro está sujeita a sanções administrativas que incluem multas de até R$ 50 milhões por infração ou 2% do faturamento. O caso destaca o rigor da ANPD, especialmente considerando que a Serasa figura como a empresa com o maior número de denúncias registradas no órgão.
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