Senacon investiga financeiras por juros de até 957% ao ano
Governo apura abusividade em taxas de crédito pessoal não consignado, visando proteger direitos do consumidor e verificar conformidade legal.
Pontos principais
- A Senacon investiga Valor, Cobuccio/Ágil e Crefisa por suspeita de juros abusivos em crédito pessoal não consignado.
- Dados do Banco Central apontam taxas superiores a 20% ao mês, alcançando 957,7% ao ano.
- O procedimento avalia se as práticas violam o Código de Defesa do Consumidor, com foco na proteção de públicos vulneráveis.
- A Crefisa, que nega irregularidades, também enfrenta pressão regulatória após suspensão de contratos com o INSS em 2025.
- As instituições investigadas terão direito ao contraditório e à ampla defesa durante o processo administrativo.
A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) instaurou um procedimento administrativo para investigar as instituições financeiras Valor, Cobuccio/Ágil e Crefisa por suspeita de prática de juros abusivos. A apuração concentra-se em contratos de crédito pessoal não consignado, modalidade na qual foram identificadas taxas que superam 20% ao mês, atingindo 957,7% ao ano. O governo busca determinar se tais condições contratuais violam o Código de Defesa do Consumidor, especialmente no que tange ao equilíbrio contratual e à proteção de públicos vulneráveis. Em resposta, a Crefisa afirmou não ter sido notificada oficialmente e defendeu que suas taxas são definidas com base no perfil de risco de cada cliente. Além desta investigação, a Crefisa enfrenta um cenário de maior escrutínio regulatório, tendo passado pela suspensão de contratos com o INSS em 2025 devido a diversas irregularidades apontadas pelo órgão. As empresas citadas terão assegurado o direito ao contraditório e à ampla defesa ao longo do processo. Caso as irregularidades sejam confirmadas, as instituições poderão sofrer sanções administrativas, reforçando a fiscalização do Estado sobre o mercado de crédito pessoal.
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