ANPD investiga vazamento de dados de 500 mil pacientes do Instituto Isac
A ANPD abriu processo contra o Instituto Saúde e Cidadania por falhas de segurança que expuseram prontuários de 500 mil pessoas, incluindo crianças.
Pontos principais
- O ataque de ransomware comprometeu prontuários, exames e diagnósticos de 500 mil pacientes.
- A investigação apura violações à LGPD, como falta de medidas técnicas e falhas na comunicação do incidente.
- O Instituto Saúde e Cidadania (Isac) não notificou as vítimas individualmente, descumprindo normas de transparência.
- As sanções previstas pela ANPD incluem advertências, multas de até 2% do faturamento ou suspensão do tratamento de dados.
A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) iniciou um processo administrativo contra o Instituto Saúde e Cidadania (Isac) após um ataque de ransomware que expôs informações sensíveis de 500 mil pacientes. O incidente comprometeu prontuários, diagnósticos e exames, atingindo inclusive crianças e idosos. A investigação foca em possíveis violações à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), destacando a ausência de medidas técnicas adequadas e a falha do instituto em notificar as vítimas individualmente sobre o vazamento. Embora o Isac tenha minimizado o impacto do ocorrido, a entidade não apresentou evidências técnicas que sustentassem suas alegações. O caso reforça a crescente preocupação com a segurança cibernética em instituições de saúde no Brasil, sujeitando o instituto a penalidades que variam de advertências a multas pecuniárias significativas ou a suspensão das atividades de processamento de dados.
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