Estudo identifica 13 perfis de jovens brasileiros em vulnerabilidade
Pesquisa aponta que desigualdades estruturais de raça, renda e território limitam o acesso à educação e ao mercado de trabalho para milhões de jovens.
Pontos principais
- O estudo 'Juventudes Brasileiras Minorizadas' mapeou 13 perfis de vulnerabilidade, abrangendo jovens negros, indígenas, quilombolas e LGBTQIAPN+.
- Cerca de 7,9 milhões de jovens brasileiros não concluíram a educação básica, sendo 70% desse grupo composto por pessoas negras.
- A taxa de jovens fora da escola em áreas rurais é o dobro da registrada em centros urbanos.
- O levantamento estima que 1,6 milhão de crianças e adolescentes ainda estão inseridos em situações de trabalho infantil no país.
O estudo 'Juventudes Brasileiras Minorizadas' detalha as barreiras enfrentadas por 13 perfis de jovens em situação de vulnerabilidade no Brasil. A análise destaca como fatores estruturais, como raça, renda e localização geográfica, perpetuam ciclos de exclusão educacional e profissional. Com 7,9 milhões de jovens fora da escola sem a educação básica concluída, o cenário é agravado pela disparidade entre zonas rurais e urbanas, onde a evasão escolar é significativamente maior. Além disso, a persistência do trabalho infantil, que ainda afeta 1,6 milhão de brasileiros, sublinha a urgência de políticas públicas direcionadas. Especialistas defendem que o mapeamento deve servir como base para a criação de estratégias governamentais que considerem as trajetórias específicas desses grupos, visando mitigar as desigualdades que impedem o desenvolvimento pleno dessa parcela da população.
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