A Câmara dos EUA aprovou resolução que exige a retirada de tropas do Irã, desafiando a narrativa de Trump de que o conflito, iniciado em fevereiro, já teria terminado.
O presidente Donald Trump manifestou forte descontentamento com quatro parlamentares republicanos que se uniram à oposição democrata para aprovar uma resolução que limita seus poderes de guerra contra o Irã. A medida, aprovada na Câmara por 215 votos a 208, exige a retirada das forças americanas das hostilidades, desafiando a narrativa oficial do governo de que o conflito, iniciado em fevereiro com a 'Operação Fúria Épica', já teria terminado. Trump classificou a votação como um ato antipatriótico em sua rede social, argumentando que a restrição prejudica as negociações de paz em curso e a posição diplomática dos EUA frente ao regime iraniano.
Embora a iniciativa tenha gerado repercussão política imediata, especialistas ressaltam que o texto possui caráter amplamente simbólico, carecendo de força de lei para restringir efetivamente as ações do governo no momento. A Casa Branca declarou a resolução inconstitucional e sinalizou que buscará meios judiciais ou o veto presidencial para impedir sua implementação. O texto segue agora para o Senado, onde a maioria republicana torna o resultado final incerto, mantendo o impasse político sobre a condução da política externa dos EUA e intensificando o debate sobre os limites dos poderes de guerra do Executivo em meio à instabilidade no Estreito de Ormuz.
The Guardian World • 4 jun, 13:07
BBC World • 4 jun, 11:46
InfoMoney • 4 jun, 11:50
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