EUA taxam produtos brasileiros alegando que o Pix prejudica a concorrência; proposta de oposição para adotar o sistema americano Zelle gera embate político e dúvidas técnicas.
A gestão de Donald Trump iniciou uma ofensiva comercial contra o Brasil, impondo tarifas de 25% sobre produtos nacionais sob a justificativa de que o Pix cria barreiras injustas para empresas americanas. A medida, baseada em uma investigação sob a Seção 301, intensificou o debate político interno, com o governo Lula e a oposição disputando a narrativa sobre a soberania da tecnologia. O USTR argumenta que a gratuidade e a obrigatoriedade do Pix favorecem uma infraestrutura estatal, gerando um possível conflito de interesses ao colocar o Banco Central como regulador e operador, o que prejudicaria players privados como Visa, Mastercard e WhatsApp Pay.
Nesse contexto, o deputado Eduardo Bolsonaro sugeriu que o Brasil adote o sistema Zelle como modelo para reduzir as tensões comerciais com Washington. A proposta gerou críticas de parlamentares do PT, que classificaram a sugestão como entreguista. Paralelamente, o senador Flávio Bolsonaro afirmou ter realizado articulações diretas com o governo Trump para tentar reverter a decisão. Apesar da pressão política, as tarifas ainda não estão em vigor, e o processo de análise técnica pelo USTR permanece aberto até julho, mantendo o cenário de incerteza para o setor exportador brasileiro.
Especialistas financeiros ressaltam que a comparação entre os dois sistemas é tecnicamente complexa. Embora o Zelle seja uma ferramenta de transferências amplamente utilizada nos Estados Unidos, ele opera sob uma rede privada com restrições de interoperabilidade entre diferentes instituições bancárias. Em contraste, o Pix destaca-se por sua velocidade de processamento superior e por possuir um alcance mais abrangente no mercado financeiro brasileiro, fatores que tornam a substituição do sistema nacional por um modelo estrangeiro um desafio operacional significativo.
InfoMoney • 4 jun, 18:19
UOL - Economia • 4 jun, 17:43
G1 - Economia • 4 jun, 15:52
5 jun, 06:45
3 jun, 05:15
2 jun, 12:45
2 jun, 07:02
2 abr, 01:00
Carregando comentários...