A administração do presidente Donald Trump elevou a pressão sobre o sistema financeiro brasileiro ao iniciar uma investigação comercial formal contra o Pix. O governo americano argumenta que o tratamento preferencial dado pelo Banco Central do Brasil ao sistema de pagamentos instantâneos prejudica a competitividade de empresas americanas, como Visa e Mastercard, classificando a infraestrutura como uma prática desleal de mercado. Como possível desdobramento, os Estados Unidos propuseram a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, sinalizando uma escalada significativa nas tensões comerciais entre os dois países.
Analistas observam que o receio americano vai além da concorrência direta, envolvendo também o potencial de replicação global do Pix e as discussões dentro do Brics sobre alternativas ao uso do dólar. O governo dos EUA contesta a atuação do Banco Central brasileiro, que acumula as funções de regulador e operador do sistema, sob o argumento de que essa estrutura limita a entrada de serviços estrangeiros. Enquanto o Banco Central defende a eficiência e a soberania da regulação nacional, o cenário é agravado por tensões diplomáticas mais amplas, colocando o setor de pagamentos no centro de um embate comercial que pode impactar as relações bilaterais e o fluxo de exportações brasileiras.
G1 Mundo • 2 jun, 07:55
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