STF e PF investigam operação de R$ 132,9 milhões do BTG Pactual
Transação entre o banco e a Infrasolar, empresa de Felipe Vorcaro, é alvo de apuração por suspeitas de lavagem de dinheiro e irregularidades.
Pontos principais
- A operação financeira de R$ 132,9 milhões entre o BTG Pactual e a Infrasolar é investigada por suspeita de lavagem de dinheiro.
- A Infrasolar foi constituída apenas 18 dias antes da realização da transação, o que motivou questionamentos dos investigadores.
- O ministro André Mendonça, do STF, utilizou o caso como fundamento para decretar a prisão preventiva de Felipe Vorcaro.
- O BTG Pactual afirma que a operação visava recuperar dívidas antigas e mitigar riscos de crédito do grupo de Vorcaro.
- Investigações sugerem que a empresa BRGD, ligada ao grupo, teria sido utilizada para o repasse de propina ao senador Ciro Nogueira.
O Supremo Tribunal Federal e a Polícia Federal investigam uma transação de R$ 132,9 milhões realizada pelo BTG Pactual com a Infrasolar, empresa vinculada a Felipe Vorcaro. A operação, que integra a Operação Compliance Zero, despertou suspeitas devido ao fato de a companhia ter sido criada apenas 18 dias antes do repasse financeiro. O ministro André Mendonça citou a movimentação como um dos pilares para a decretação da prisão preventiva de Vorcaro. Em sua defesa, o BTG Pactual declarou que a transação foi uma estratégia para reaver dívidas antigas e reduzir riscos de crédito. Paralelamente, as autoridades apuram se a BRGD, empresa associada ao grupo, teria servido como canal para o pagamento de propina ao senador Ciro Nogueira. A defesa de Felipe Vorcaro nega qualquer irregularidade e sustenta que todas as operações empresariais são lícitas.
Tópicos relacionados
Comentários
Carregando comentários...
