Irã ataca bases dos EUA no Kuwait e Bahrein e rompe cessar-fogo
Ataques iranianos com mísseis e drones contra bases americanas encerram acordo de paz e levam Donald Trump a ameaçar aniquilar o país.
Pontos principais
- A Guarda Revolucionária do Irã confirmou ataques coordenados contra oito bases militares dos EUA no Kuwait e Bahrein.
- A ofensiva atingiu infraestruturas estratégicas, incluindo a base aérea de Ali al-Salem e instalações da Quinta Frota.
- Teerã descreveu a ação como retaliação a bombardeios americanos contra cinco postos costeiros iranianos ocorridos no sábado.
- O presidente Donald Trump declarou que o Irã violou o cessar-fogo e ameaçou utilizar força militar para aniquilar o país.
- O tratado de paz, assinado há dez dias em Islamabad, foi rompido, gerando esforços diplomáticos do Paquistão para conter a crise.
- O governo iraniano reafirmou sua intenção de manter o controle sobre o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz.
A Guarda Revolucionária do Irã confirmou a execução de ataques coordenados com mísseis e drones contra oito instalações militares dos Estados Unidos no Kuwait e no Bahrein, incluindo a base aérea de Ali al-Salem e postos da Quinta Frota. A operação foi apresentada por Teerã como uma resposta direta aos bombardeios americanos realizados no último sábado contra cinco postos costeiros iranianos e alvos no Estreito de Ormuz. O governo iraniano alega que a ação dos EUA violou o entendimento de paz firmado há dez dias em Islamabad, marcando o colapso imediato do tratado e reafirmando a pretensão do país em controlar o tráfego marítimo na região estratégica.
Em reação, o presidente Donald Trump acusou o Irã de violar os termos do cessar-fogo e ameaçou aniquilar o país caso as hostilidades persistam. Enquanto sistemas de defesa aérea foram ativados na região para interceptar projéteis, o ministro das Relações Exteriores do Paquistão iniciou conversas diplomáticas com o Bahrein na tentativa de conter a escalada. O episódio representa uma deterioração crítica na estabilidade do Oriente Médio, colocando em xeque os esforços diplomáticos recentes para evitar um conflito direto entre Washington e Teerã.
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