A Espanha enfrentou um recorde alarmante de mortalidade relacionada ao calor durante o mês de maio de 2026, com 101 óbitos confirmados. O dado, divulgado pelo Ministério da Saúde, marca o maior número registrado desde o início da série histórica em 2015 e representa um aumento de 3,6 vezes em relação à média da última década. O fato de o pico de fatalidades ter ocorrido antes mesmo do início oficial do verão europeu levanta preocupações imediatas sobre a preparação do país para os meses mais quentes do ano. Especialistas apontam que a infraestrutura urbana e os sistemas de saúde da região ainda carecem de adaptações necessárias para mitigar os riscos das ondas de calor. Além do impacto direto na saúde pública, o fenômeno tem gerado consequências negativas na produtividade econômica, evidenciando a urgência de políticas de adaptação climática mais robustas na Europa.
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