O sistema MoMo registrou 1.029 mortes em excesso por calor na Espanha em junho, mês que foi o segundo mais quente já registrado no país.
A Espanha registrou 1.029 mortes em excesso atribuídas ao calor extremo durante o mês de junho de 2026, consolidando um cenário de crise na saúde pública. Dados do Instituto de Saúde Carlos III e do sistema de monitoramento MoMo indicam que este foi o junho com maior número de óbitos por causas térmicas desde 2015. O período foi marcado por uma onda de calor de cinco dias com temperaturas acima de 40ºC, elevando a média mensal para 3,2ºC acima do esperado, conforme apontado pela agência meteorológica AEMET. Esse aumento na mortalidade reflete a crescente preocupação das autoridades espanholas com o impacto das mudanças climáticas, especialmente após o primeiro semestre de 2026 ter sido classificado como o mais quente desde 1961, com desvios de 1,6ºC acima da média histórica. O grupo World Weather Attribution reforçou que a severidade do evento foi intensificada pelo aquecimento global, um padrão que também impactou outras nações europeias como Alemanha, França e Reino Unido, que enfrentaram recordes históricos de temperatura no mesmo período.
Times Brasil • 1 jul, 08:36
SCMP - World • 1 jul, 07:41
G1 Mundo • 1 jul, 07:10
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