Onda de calor na Europa causa 3,7 mil mortes e afeta 410 milhões
Temperaturas acima de 35°C atingiram dois terços da população europeia em junho, resultando em milhares de mortes e sobrecarga nos sistemas de saúde.
Pontos principais
- Cerca de 410 milhões de pessoas foram expostas a temperaturas superiores a 35°C na segunda quinzena de junho.
- França, Bélgica e Holanda registraram um total de 3.700 mortes em excesso durante o período de calor intenso.
- A França contabilizou 2.025 óbitos, com um aumento de 91% nas mortes domiciliares entre 18 e 29 de junho.
- O evento superou a extensão da histórica onda de calor de 2003, que afetou 320 milhões de pessoas no continente.
- Especialistas apontam que o aquecimento global tem tornado esses fenômenos climáticos mais frequentes, intensos e duradouros.
Uma onda de calor sem precedentes atingiu a Europa durante o mês de junho, expondo mais de dois terços da população do continente a temperaturas superiores a 35°C. Dados do Centro Comum de Pesquisa da União Europeia indicam que aproximadamente 410 milhões de pessoas foram afetadas, superando a escala da histórica onda de calor de 2003. O impacto direto na saúde pública foi severo, com França, Bélgica e Holanda reportando um total de 3.700 mortes em excesso no período compreendido entre 18 e 29 de junho. A França liderou os registros com 2.025 óbitos, destacando um aumento expressivo de 91% nas mortes domiciliares, enquanto a Bélgica e a Holanda reportaram 1.200 e 480 mortes, respectivamente, com foco em grupos vulneráveis, como idosos acima de 80 anos.
O fenômeno reforça o alerta de especialistas sobre a aceleração do aquecimento global e a necessidade urgente de adaptação da infraestrutura e dos sistemas de saúde europeus. Além dos riscos fatais, como desidratação e insolação, o calor extremo tem pressionado a rede de energia e a logística de serviços essenciais. Meteorologistas advertem que a tendência de verões mais quentes deve persistir, exigindo que autoridades locais implementem medidas de precaução mais rigorosas para proteger a população diante da maior frequência e intensidade desses eventos climáticos extremos.
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