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Onda de calor na Europa deixa 3,7 mil mortos e afeta 410 milhões

Temperaturas acima de 35°C em junho causaram um excesso de 3,7 mil mortes na França, Bélgica e Holanda, superando recordes históricos de calor.

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Foto: G1 Mundo
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03/07 às 06:45 · atualizado 09:33

Pontos principais

  • Mais de 410 milhões de europeus foram expostos a temperaturas superiores a 35°C durante a segunda quinzena de junho.
  • O evento superou a extensão da histórica onda de calor de 2003, que atingiu 320 milhões de pessoas.
  • França, Bélgica e Holanda registraram um total de 3.700 mortes em excesso entre 18 e 29 de junho.
  • A França contabilizou 2.025 óbitos, com um aumento de 91% nas mortes domiciliares no período.
  • A Bélgica reportou 1.200 mortes adicionais, enquanto a Holanda confirmou cerca de 480 óbitos, principalmente entre idosos.
  • Especialistas apontam que as mudanças climáticas tornam esses eventos mais frequentes, intensos e duradouros.
  • O calor extremo sobrecarregou sistemas de saúde e infraestruturas de energia em diversos países europeus.

Uma onda de calor extrema atingiu a Europa durante o mês de junho, expondo mais de 410 milhões de pessoas a temperaturas superiores a 35°C. O fenômeno, que superou em alcance a histórica onda de calor de 2003, resultou em um excesso de 3.700 mortes confirmadas na França, Bélgica e Holanda. A França foi o país mais impactado, registrando 2.025 óbitos e um salto de 91% nas mortes domiciliares durante o período crítico. Na Bélgica e na Holanda, os números de mortalidade em excesso atingiram 1.200 e 480 pessoas, respectivamente, com foco em populações vulneráveis, como idosos acima de 80 anos.

Especialistas e órgãos como o Centro Comum de Pesquisa da União Europeia associam a severidade do evento às mudanças climáticas, que têm tornado os verões europeus mais quentes e prolongados. Além do impacto humano direto, o calor extremo impôs uma pressão significativa sobre a infraestrutura energética e os sistemas de saúde pública dos países afetados. O cenário reforça o alerta de meteorologistas sobre a necessidade urgente de adaptação das cidades europeias a condições climáticas extremas, visto que a tendência de aquecimento global continua a desafiar a resiliência das infraestruturas e a segurança da população.

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