O governo brasileiro contesta relatório dos EUA sobre trabalho forçado e ameaça aplicar a Lei de Reciprocidade contra tarifas de 12,5% impostas a produtos nacionais.
O governo brasileiro intensificou as tratativas diplomáticas com a gestão de Donald Trump para reverter a sobretaxa de 12,5% aplicada a produtos nacionais. A medida, que afeta 59 países, foi justificada pelos Estados Unidos com base em relatórios sobre trabalho forçado, alegação prontamente refutada pelo Palácio do Planalto. O Itamaraty argumenta que o Brasil possui mecanismos de fiscalização robustos, como a 'Lista Suja', sendo reconhecido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) como referência no combate a práticas exploratórias. Além da defesa técnica, o governo brasileiro classificou a taxação como protecionismo injustificado e reafirmou que poderá recorrer à Lei de Reciprocidade Econômica para responder à medida.
A investigação americana é vista pelo governo brasileiro como uma interferência indevida, gerando forte descontentamento nos bastidores diplomáticos. O ministro Mauro Vieira reforçou que a parceria comercial histórica entre os dois países deve ser preservada, evitando que sanções unilaterais prejudiquem o fluxo de exportações e a estabilidade das relações bilaterais. Caso as negociações não avancem e a sobretaxa seja mantida, a aplicação da Lei de Reciprocidade surge como a principal ferramenta de retaliação do Brasil, o que poderia elevar a tensão comercial entre as duas nações a um novo patamar.
InfoMoney • 3 jun, 16:50
UOL - Economia • 3 jun, 15:39
G1 Política • 3 jun, 15:35
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