O governo dos Estados Unidos formalizou uma investigação sob a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 contra o Brasil, apontando a remoção de perfis e conteúdos políticos como uma prática comercial não razoável. A administração de Donald Trump propôs a aplicação de tarifas, com valores debatidos entre 25% e 50%, sobre produtos brasileiros. O mecanismo permite retaliações unilaterais sem a necessidade de aprovação por instâncias multilaterais, abrangendo também preocupações americanas com comércio digital, propriedade intelectual e regras tributárias. O procedimento, conduzido pelo USTR (Representante Comercial dos EUA), envolveu a análise de centenas de comentários públicos e depoimentos de testemunhas para avaliar as políticas comerciais brasileiras.
Em resposta, o governo brasileiro manifestou preocupação e avalia que a imposição das novas tarifas possui motivações políticas. Autoridades em Brasília monitoram o desdobramento das audiências e analisam o impacto econômico da medida em setores que dependem do mercado americano. Enquanto o processo segue em fase de consulta pública e análise técnica antes de uma decisão final da Casa Branca, o Brasil busca abrir canais diplomáticos para reverter ou mitigar os efeitos das sanções. A estratégia, que espelha disputas comerciais anteriores dos EUA com a China, coloca em risco a balança comercial entre os dois países.
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