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Trump confronta Netanyahu por ameaça de novos ataques a Beirute

O presidente Donald Trump e o premiê Benjamin Netanyahu divergem sobre a estratégia para encerrar conflitos, gerando tensões diplomáticas e atritos pessoais.

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Foto: NYTimes World
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02/06 às 12:45 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • O presidente Donald Trump pressionou Benjamin Netanyahu para cancelar bombardeios em Beirute, gerando críticas sobre a soberania israelense.
  • Relatos indicam que Trump teria chamado Netanyahu de 'louco' durante um telefonema tenso sobre a escalada militar no Líbano.
  • A parceria entre os dois líderes enfrenta impasses sobre os termos para encerrar as hostilidades com o Irã.
  • O Irã suspendeu negociações com os EUA citando a continuidade da campanha militar israelense no Líbano.
  • Trump busca um acordo diplomático com o Irã para estabilizar preços de energia e atender sua base política.
  • Netanyahu prioriza operações militares contra o Hezbollah, enfrentando pressão interna por ações mais duras.
  • O governo dos EUA teme que a escalada militar de Israel prejudique as negociações de paz em curso.

O presidente Donald Trump protagonizou um momento de alta tensão diplomática ao confrontar o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Segundo relatos divulgados por veículos como Axios e ABC News, o presidente utilizou linguagem agressiva, chegando a chamar o premiê de 'louco' durante um telefonema, ao questionar a intenção de Israel de retomar bombardeios nos subúrbios de Beirute. Trump reforçou sua influência ao afirmar publicamente ter convencido Netanyahu a cancelar uma grande ofensiva contra o Hezbollah, o que gerou um debate interno em Israel sobre a autonomia das decisões militares do país. Opositores de Netanyahu criticaram a dependência em relação aos Estados Unidos, classificando a postura do governo como a de um 'Estado vassalo', enquanto o premiê lida com a pressão de eleitores por ações mais contundentes contra ataques de drones.

Além do impasse no Líbano, a coordenação estratégica entre Washington e Tel Aviv tem dado lugar a divergências crescentes sobre como encerrar as hostilidades com o Irã. Enquanto Trump busca um acordo diplomático para estabilizar os preços de energia e atender sua base política, Netanyahu mantém uma postura belicosa, priorizando operações militares. O governo dos EUA teme que a escalada de Israel inviabilize as negociações de paz, cenário agravado pela suspensão dos diálogos por parte de Teerã, que cita a campanha militar israelense como justificativa.

O episódio expõe um desgaste significativo na aliança entre os dois líderes de direita. O impasse reflete os desafios de Trump em equilibrar o apoio estratégico a Israel com a gestão da crise regional, enquanto lida com pressões crescentes de sua própria base política para encerrar o envolvimento dos EUA em conflitos externos. A relação, anteriormente vista como sólida, atravessa agora um período de instabilidade devido às prioridades divergentes sobre a segurança regional e a diplomacia com o Irã.

Fontes primárias

Gabinete do Primeiro-Ministro de Israel (PMO) — Benjamin Netanyahu

Comunicado de Netanyahu ordenando ataques das FDI a Beirute (Dahiyeh)

Netanyahu declara: "Junto com o ministro da Defesa, instruí as FDI a atacar alvos terroristas em Beirute. Não haverá uma situação em que o Hezbollah ataque nossas cidades e nossos cidadãos enquanto seu quartel-general terrorista em Beirute, no Dahiyeh, permanece intocável." Afirma que Israel segue aprofundando a atividade operacional em terra no sul do Líbano e eliminando redutos do Hezbollah ("o Hezbollah está em fuga"). Comunicado conjunto paralelo do PMO, assinado por Netanyahu e pelo ministro da Defesa Israel Katz, atribui a ordem às "repetidas e contínuas violações do cessar-fogo no Líbano pelo Hezbollah e seus ataques contra nossos civis e cidades", determinando os ataques ao bairro Dahia de Beirute. Emitido em 1 jun 2026.

Donald J. Trump (Truth Social / @realDonaldTrump)

Post de Trump no Truth Social sobre a ligação com Netanyahu e Beirute

Trump escreve: "Tive uma ligação muito produtiva com o primeiro-ministro Bibi Netanyahu, de Israel, e não haverá tropas indo para Beirute, e quaisquer tropas a caminho já foram revertidas. Da mesma forma, por meio de representantes bem posicionados, tive uma ótima ligação com o Hezbollah, e eles concordaram que todo o tiroteio vai parar — que Israel não os atacará, e eles não atacarão Israel." Publicado em 1 jun 2026, 13h29 (EDT). É a versão de Trump confrontando o plano israelense de bombardear Beirute em meio à ameaça do Irã de abandonar as negociações com os EUA.

Gabinete do Primeiro-Ministro de Israel (PMO) — Benjamin Netanyahu

Réplica de Netanyahu após a ligação com Trump — ameaça a Beirute mantida

Horas depois do post de Trump, Netanyahu publica: "Falei esta noite com o presidente Trump e disse a ele que, se o Hezbollah não parar de disparar contra nossas cidades e cidadãos, Israel atacará alvos terroristas em Beirute. Essa nossa posição permanece inalterada. Paralelamente, as FDI continuarão a operar conforme planejado no sul do Líbano." Contradiz publicamente a versão de Trump de que o confronto estava encerrado e de que todo o tiroteio cessaria, reafirmando a ameaça de novos ataques a Beirute. Publicado em 1 jun 2026.

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