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Ibovespa mantém alta e dólar recua apesar de tarifas dos EUA

O mercado financeiro brasileiro mostra resiliência com alta do Ibovespa, enquanto analistas monitoram indicadores técnicos e riscos comerciais externos.

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Foto: InfoMoney
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02/06 às 18:15 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • O Ibovespa encerrou a última sessão em 174.197 pontos, com alta de 1,16% a 1,71% segundo diferentes apurações.
  • O dólar comercial recuou 0,24%, fechando cotado a R$ 5,009.
  • Analistas estimam que apenas 25% da pauta exportadora será afetada pelas tarifas americanas, com setores estratégicos preservados.
  • Negociações diplomáticas até 15 de julho buscam reduzir ou extinguir a sobretaxa de 25% proposta pelos EUA.
  • Apesar da recuperação, o Ibovespa ainda negocia abaixo das médias móveis, mantendo tendência de baixa no curto prazo.
  • Contratos futuros de Bitcoin registraram queda de 6,82%, aprofundando o movimento corretivo no mercado de ativos digitais.
  • O fluxo de capital estrangeiro registrou saída recorde de R$ 14,9 bilhões em maio, mantendo o prêmio de risco no radar.

O mercado financeiro brasileiro demonstrou resiliência ao encerrar o pregão com alta, atingindo 174.197 pontos, enquanto o dólar recuou 0,24%, cotado a R$ 5,009. O otimismo foi impulsionado pelo desempenho de setores como bancos e mineradoras, que superaram a cautela gerada pela proposta do governo dos Estados Unidos de aplicar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. Embora o índice tenha reagido após uma sequência de quedas, analistas técnicos alertam que o Ibovespa ainda negocia abaixo das médias móveis, o que mantém a cautela sobre uma reversão definitiva de tendência no curto prazo. No mesmo período, o mercado de ativos digitais apresentou forte volatilidade, com os contratos futuros de Bitcoin registrando queda de 6,82%.

Analistas avaliam que o impacto econômico real das tarifas será limitado, uma vez que apenas 25% da pauta exportadora nacional deve ser atingida, com setores estratégicos como aeronaves e terras raras preservados. A expectativa de que negociações diplomáticas até 15 de julho possam mitigar as tarifas, somada à maior diversificação comercial das empresas brasileiras, reduziu o pessimismo inicial. Apesar da recuperação pontual, o fluxo de capital estrangeiro permanece sob observação após a saída recorde de R$ 14,9 bilhões em maio, com especialistas apontando que o principal risco atual reside no aumento do prêmio de risco e na incerteza regulatória interna, enquanto o minidólar segue pressionado abaixo das médias móveis.

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