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Ibovespa atinge novo recorde e dólar fecha abaixo de R$ 5 pela 1ª vez em 2 anos

O Ibovespa superou 198 mil pontos, renovando sua máxima histórica, enquanto o dólar fechou abaixo de R$ 5 pela primeira vez em dois anos, refletindo otimismo nos mercados impulsionado por declarações de Trump.

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Foto: InfoMoney
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13/04 às 06:02 · atualizado há 3m

Pontos principais

  • O Ibovespa renovou sua máxima histórica, superando 198 mil pontos após nove altas consecutivas.
  • O dólar encerrou o dia cotado a R$ 4,996, registrando queda de 0,29% e fechando abaixo de R$ 5 pela primeira vez em dois anos.
  • A melhora no mercado financeiro foi influenciada por declarações do presidente Donald Trump sobre um possível acordo com o Irã.
  • Trump afirmou que o Irã busca um acordo, mas ele não aceitará um que permita ao país ter armas nucleares.
  • As taxas dos DIs de longo prazo no Brasil recuaram, enquanto as de curto prazo tiveram leves altas.
  • Analistas apontam sinais de sobrecompra no Ibovespa, com potencial para correções, mas o índice mantém estrutura positiva.
  • A queda do dólar no Brasil acompanhou o movimento de recuo do índice DXY no exterior.
  • No Brasil, o Boletim Focus elevou a projeção de inflação (IPCA) para 2026 para 4,71%.

Os mercados financeiros globais exibem um cenário construtivo, com o Ibovespa renovando máximas históricas ao superar 198 mil pontos, após nove altas consecutivas. Apesar do otimismo, analistas apontam para um possível esticamento e a probabilidade de correções pontuais, com o índice mostrando sinais de sobrecompra. Para continuar a alta, o Ibovespa precisa romper a resistência de 197.553 pontos, com alvos em 198.800/200.000 pontos. Os minicontratos de índice (WINJ26) valorizaram 1,24%, fechando a 198.580 pontos, com viés comprador no intraday. O Ibovespa foi impulsionado por ações de commodities e pelo fluxo contínuo de capital estrangeiro.

O dólar futuro, por sua vez, opera em baixa, aproximando-se da sobrevenda e mantendo um viés negativo, sem sinais claros de reversão. A moeda americana encerrou o dia cotada a R$ 4,996, registrando uma queda de 0,29% em relação ao real, e fechando abaixo de R$ 5 pela primeira vez em dois anos. O minidólar (WDOK26) encerrou em queda de 0,84%, a 5.034 pontos, mantendo a pressão vendedora no curto prazo. A queda do dólar no Brasil acompanhou o movimento de recuo do índice DXY no exterior.

A melhora no mercado financeiro e a busca por ativos de risco foram influenciadas por declarações do presidente Donald Trump sobre um possível acordo com o Irã, embora ele tenha ressaltado que não aceitará um acordo que permita ao país ter armas nucleares. Inicialmente, a falta de acordo entre EUA e Irã em Islamabad havia provocado altas nas taxas brasileiras. No entanto, a fala de Trump fez o dólar cair ante o real, o petróleo recuar e o Ibovespa atingir alta recorde. Como reflexo, as taxas dos DIs de longo prazo no Brasil recuaram, enquanto as de curto prazo tiveram leves altas.

No Brasil, o Boletim Focus elevou a projeção de inflação (IPCA) para 2026 para 4,71%, mantendo o PIB e a Selic estáveis. Apesar do alívio nos mercados, investidores ainda projetam um corte de apenas 25 pontos-base na Selic no fim do mês, com a mediana das projeções para a Selic no fim do ano permanecendo em 12,50%.

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