O Ibovespa superou 198 mil pontos, renovando sua máxima histórica, enquanto o dólar fechou abaixo de R$ 5 pela primeira vez em dois anos, refletindo otimismo nos mercados impulsionado por declarações de Trump.
Os mercados financeiros globais exibem um cenário construtivo, com o Ibovespa renovando máximas históricas ao superar 198 mil pontos, após nove altas consecutivas. Apesar do otimismo, analistas apontam para um possível esticamento e a probabilidade de correções pontuais, com o índice mostrando sinais de sobrecompra. Para continuar a alta, o Ibovespa precisa romper a resistência de 197.553 pontos, com alvos em 198.800/200.000 pontos. Os minicontratos de índice (WINJ26) valorizaram 1,24%, fechando a 198.580 pontos, com viés comprador no intraday. O Ibovespa foi impulsionado por ações de commodities e pelo fluxo contínuo de capital estrangeiro.
O dólar futuro, por sua vez, opera em baixa, aproximando-se da sobrevenda e mantendo um viés negativo, sem sinais claros de reversão. A moeda americana encerrou o dia cotada a R$ 4,996, registrando uma queda de 0,29% em relação ao real, e fechando abaixo de R$ 5 pela primeira vez em dois anos. O minidólar (WDOK26) encerrou em queda de 0,84%, a 5.034 pontos, mantendo a pressão vendedora no curto prazo. A queda do dólar no Brasil acompanhou o movimento de recuo do índice DXY no exterior.
A melhora no mercado financeiro e a busca por ativos de risco foram influenciadas por declarações do presidente Donald Trump sobre um possível acordo com o Irã, embora ele tenha ressaltado que não aceitará um acordo que permita ao país ter armas nucleares. Inicialmente, a falta de acordo entre EUA e Irã em Islamabad havia provocado altas nas taxas brasileiras. No entanto, a fala de Trump fez o dólar cair ante o real, o petróleo recuar e o Ibovespa atingir alta recorde. Como reflexo, as taxas dos DIs de longo prazo no Brasil recuaram, enquanto as de curto prazo tiveram leves altas.
No Brasil, o Boletim Focus elevou a projeção de inflação (IPCA) para 2026 para 4,71%, mantendo o PIB e a Selic estáveis. Apesar do alívio nos mercados, investidores ainda projetam um corte de apenas 25 pontos-base na Selic no fim do mês, com a mediana das projeções para a Selic no fim do ano permanecendo em 12,50%.
Agência Brasil - EBC • 13 abr, 19:14
InfoMoney • 13 abr, 17:58
UOL - Economia • 13 abr, 17:12
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