Dólar oscila com proposta de tarifa de 25% de Trump ao Brasil
O dólar manteve estabilidade em R$ 5,00, ignorando novas tarifas dos EUA devido a exceções, enquanto o Ibovespa busca recuperação no cenário externo.
Pontos principais
- O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 5,00, com queda de 0,35%.
- O Ibovespa registrou alta, interrompendo uma sequência de cinco dias de perdas.
- A proposta de Donald Trump de taxar produtos brasileiros em 25% segue sob análise, com negociações previstas até 15 de julho.
- O mercado ignorou parte da pressão tarifária devido às exceções previstas na medida anunciada pelos EUA.
- Analistas apontam que a divisa brasileira encontrou uma faixa de estabilidade entre R$ 5,00 e R$ 5,09.
- Tensões geopolíticas persistem no Oriente Médio, com ataques de Israel no sul do Líbano e incertezas no Estreito de Ormuz.
- O governo chinês reconheceu o Brasil como território livre de febre aftosa, beneficiando o setor exportador.
O mercado financeiro brasileiro apresentou um movimento de resiliência nesta terça-feira, com o dólar fechando estável em R$ 5,00 e o Ibovespa registrando alta. O desempenho da moeda superou as expectativas do relatório Focus, que projetava a cotação em R$ 5,15, mantendo-se em linha com o cenário externo. A reação positiva dos ativos sugere uma busca por barganhas após quedas recentes, mesmo diante da cautela com a proposta do presidente Donald Trump de aplicar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. Investidores ignoraram parte da pressão inicial ao notar que a medida americana prevê exceções, o que, somado ao apetite internacional e à performance das commodities, ajudou a sustentar o viés positivo do pregão sem a necessidade de intervenções do Banco Central.
Além do cenário comercial, o mercado segue monitorando a instabilidade geopolítica no Oriente Médio, marcada por ataques de Israel no sul do Líbano e incertezas sobre o tráfego no Estreito de Ormuz. Embora Donald Trump tenha sinalizado uma possível redução dos combates, o Irã ainda não respondeu oficialmente à proposta de cessar-fogo. Em meio a esse ambiente, o setor exportador brasileiro encontrou suporte no reconhecimento da China do Brasil como território livre de febre aftosa, fator que, junto à estabilidade cambial, ajuda a mitigar preocupações com a agenda protecionista da administração americana.
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