Dólar fecha em alta a R$ 5,10 após novas tarifas dos EUA ao Brasil
A moeda americana subiu frente ao real com a imposição de tarifas de 25% pelos EUA sobre produtos brasileiros e dados fortes do varejo americano.
Pontos principais
- O dólar encerrou o pregão cotado a R$ 5,10, refletindo a cautela dos investidores.
- O governo dos Estados Unidos impôs uma tarifa de 25% sobre exportações brasileiras.
- O Ibovespa registrou queda de 0,95%, pressionado pelo cenário de incerteza comercial.
- Dados de vendas no varejo dos EUA indicaram atividade econômica aquecida, fortalecendo o dólar globalmente.
- Dirigentes do Federal Reserve sinalizaram a manutenção de juros elevados para conter a inflação.
- Tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã contribuíram para a aversão ao risco nos mercados.
- O setor bancário brasileiro atuou como contrapeso, evitando quedas mais acentuadas no Ibovespa.
O mercado financeiro brasileiro reagiu com volatilidade à imposição de tarifas de 25% pelos Estados Unidos sobre produtos nacionais. A medida, que gerou incertezas sobre o futuro da balança comercial e possíveis retaliações, pressionou a cotação do dólar, que encerrou o dia cotado a R$ 5,10. O Ibovespa também sentiu o impacto, operando em queda de 0,95%, embora o setor bancário tenha ajudado a sustentar o índice diante da pressão sobre empresas exportadoras de commodities.
Além do cenário comercial, a valorização da moeda americana foi impulsionada por fatores externos. Dados robustos do varejo nos EUA e declarações de dirigentes do Federal Reserve reforçaram a expectativa de que os juros americanos permanecerão em patamares elevados por mais tempo. Esse cenário, somado às tensões geopolíticas entre Washington e Teerã, elevou a aversão ao risco global, mantendo investidores em uma postura defensiva e monitorando de perto os desdobramentos da política econômica do governo Trump.
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