O governo Trump investiga práticas comerciais do Brasil sob a Seção 301, com risco de tarifas de 25% e críticas sobre a reciprocidade das medidas.
O governo dos Estados Unidos, por meio do Escritório do Representante Comercial (USTR), intensificou a investigação sobre práticas comerciais brasileiras classificadas como discriminatórias. O relatório aponta preocupações em setores como comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, proteção à propriedade intelectual e a falta de reciprocidade no mercado de etanol. Além disso, o documento questiona acordos tarifários do Brasil com México e Índia, bem como a eficácia brasileira no combate à corrupção e ao desmatamento ilegal. A medida utiliza a Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, que permite ao governo americano impor tarifas como retaliação, com o representante Jamieson Greer indicando uma possível taxação de 25% sobre produtos importados do Brasil.
O anúncio gerou críticas de especialistas, que classificam a iniciativa como hipócrita ao notar que os Estados Unidos aplicam internamente políticas de regulação e proteção similares às que agora punem no Brasil. Esta ação integra um esforço mais amplo da administração de Donald Trump, que prepara medidas restritivas contra mais de 70 nações. O processo de investigação inclui audiências públicas e permite que o governo brasileiro apresente sua defesa antes de qualquer sanção definitiva. A decisão final sobre a aplicação das tarifas deve ser tomada pelo presidente até 15 de julho, em um movimento que reflete uma mudança na política comercial americana voltada ao protecionismo e à revisão de parcerias internacionais.
Folha de São Paulo - Mercado • 2 jun, 15:05
UOL - Economia • 2 jun, 13:08
Agência Brasil - EBC • 2 jun, 12:47
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