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Correios têm prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025 com queda de receita e alta de despesas

Os Correios registraram um prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025, impulsionado pela queda de 12% na receita e aumento de 37% nas despesas, especialmente com funcionários e precatórios.

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25/04 às 03:00

Pontos principais

  • Os Correios registraram um prejuízo financeiro de R$ 8,5 bilhões em 2025, mais que o triplo do prejuízo de 2024.
  • A receita com venda de serviços da empresa caiu 12%, de R$ 18,9 bilhões em 2024 para R$ 16,7 bilhões em 2025.
  • As despesas gerais e administrativas aumentaram 37% em 2025, atingindo R$ 6,3 bilhões, o maior valor desde 2001.
  • O pagamento de funcionários administrativos e os custos com precatórios foram os principais fatores que impactaram o caixa.
  • A receita com encomendas internacionais despencou de R$ 3,9 bilhões em 2024 para R$ 1,3 bilhão em 2025, devido ao programa Remessa Conforme.
  • A participação da receita dos Correios com encomendas internacionais caiu de 22% em 2023 para 7,8% em 2025.
  • O volume de encomendas internacionais transportadas diminuiu de 149 milhões de pacotes em 2024 para 41 milhões em 2025 (até setembro).

Os Correios registraram um prejuízo financeiro de R$ 8,5 bilhões em 2025, um valor que supera em mais de três vezes o prejuízo do ano anterior. Esse resultado foi influenciado por uma queda de 12% na receita com venda de serviços, que passou de R$ 18,9 bilhões em 2024 para R$ 16,7 bilhões em 2025. Paralelamente, as despesas gerais e administrativas da estatal aumentaram 37% no mesmo período, atingindo R$ 6,3 bilhões, o maior valor registrado desde 2001.

O aumento das despesas foi impulsionado principalmente pelo pagamento de funcionários administrativos e pelos custos com precatórios. A queda na receita, por sua vez, foi acentuada pela redução drástica na receita com encomendas internacionais, que despencou de R$ 3,9 bilhões em 2024 para R$ 1,3 bilhão em 2025. Essa diminuição é atribuída ao programa Remessa Conforme, que instituiu a cobrança de 20% de imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, impactando a participação dos Correios no setor, que caiu de 22% em 2023 para 7,8% em 2025. O volume de encomendas internacionais transportadas pela empresa também sofreu um declínio acentuado, passando de 149 milhões de pacotes em 2024 para 41 milhões até setembro de 2025.

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