Inflação de alimentos no Brasil deve seguir elevada até 2027
Pressão por fertilizantes, El Niño e instabilidade cambial podem elevar a inflação de alimentos a 10% nos próximos 12 meses.
Pontos principais
- Conflitos geopolíticos entre EUA e Irã elevam custos de fertilizantes, pressionando a produção agrícola brasileira.
- O fenômeno El Niño, previsto para 2026, ameaça a produtividade de grãos e hortifrúti, especialmente no Sudeste.
- Analistas projetam que a inflação do setor pode superar o IPCA, dificultando o alcance da meta de 3% do Banco Central.
- Itens como carnes e laticínios apresentam repasse de custos mais rápido ao consumidor final.
A inflação de alimentos no Brasil enfrenta uma perspectiva de alta persistente até 2027, com projeções indicando que o setor pode atingir 10% nos próximos 12 meses. Esse cenário é sustentado pela combinação entre o encarecimento dos fertilizantes, impulsionado pela instabilidade geopolítica entre Estados Unidos e Irã, e os riscos climáticos severos associados ao El Niño. A alta dos insumos e a instabilidade cambial tornam o setor um vetor crítico para o custo de vida, dado que o peso dos alimentos no IPCA e no INPC é expressivo. Economistas alertam que a pressão inflacionária deve superar o índice geral, complicando o cumprimento da meta de 3% estabelecida pelo Banco Central, visto que produtos como carnes e laticínios repassam rapidamente os custos de produção ao consumidor final.
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