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Retorno do El Niño em 2026 gera alerta para agronegócio e inflação

O governo federal deve elevar a projeção de inflação para 2026 devido aos impactos climáticos do fenômeno El Niño na produtividade agrícola.

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Foto: G1 - Economia
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02/07 às 12:36 · atualizado há 13min

Pontos principais

  • O El Niño deve ganhar força em julho de 2026, com pico de intensidade previsto para novembro.
  • O Ministério da Fazenda projeta que a inflação supere o teto da meta de 4,5% sob influência do clima.
  • O agronegócio enfrenta riscos de perdas produtivas e aumento nos custos de insumos e ração animal.
  • A previsão de crescimento do PIB para 2026 permanece em 2,3%, mas segue sob revisão governamental.
  • O governo reforça a necessidade de controle de despesas e manutenção do arcabouço fiscal para conter a dívida pública.

O retorno do fenômeno El Niño, previsto para o segundo semestre de 2026, impõe desafios significativos à economia brasileira. Com fortalecimento esperado a partir de julho, o evento climático deve impactar a produtividade do agronegócio, elevando os custos operacionais e pressionando os preços dos alimentos. Diante desse cenário, o Ministério da Fazenda planeja revisar para cima a projeção de inflação para o ano, que deve superar o teto da meta de 4,5%. Embora o governo mantenha a previsão de crescimento do PIB em 2,3%, o indicador está sob revisão, considerando também a influência da taxa Selic e o cenário de juros globais. Para mitigar os efeitos, a gestão pública enfatiza a importância do arcabouço fiscal e o controle de despesas obrigatórias como pilares para a estabilidade econômica e a convergência da dívida pública a médio prazo.

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