Especialistas da ONU instaram o Estado brasileiro a assegurar justiça e reparação às famílias das vítimas dos Crimes de Maio de 2006. O episódio, marcado por uma onda de violência que resultou em mais de 500 mortes, é classificado por organismos internacionais como uma grave violação de direitos humanos. Relatórios indicam que grande parte dos mortos eram jovens negros e periféricos, com evidências apontando para execuções cometidas por agentes estatais durante o período. A demanda da ONU reforça a pressão de organizações como a Conectas e o Movimento Mães de Maio, que criticam a impunidade persistente e a falta de responsabilização dos culpados após quase duas décadas. Em resposta, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo afirma que todos os casos de intervenção policial seguem protocolos de investigação rigorosos pelos órgãos competentes, mantendo o compromisso com a apuração dos fatos.
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