Organizações pedem à ONU imprescritibilidade dos Crimes de Maio de 2006
Conectas Direitos Humanos e Mães de Maio apelam à ONU para que os Crimes de Maio de 2006 sejam considerados imprescritíveis, denunciando a omissão do Estado brasileiro e a falta de reparação às vítimas.
Pontos principais
- Conectas Direitos Humanos e Mães de Maio enviaram apelo urgente à ONU sobre os Crimes de Maio de 2006.
- As entidades denunciam a omissão do Estado brasileiro e a falta de responsabilização por 564 mortes e 110 feridos.
- A maioria das vítimas eram jovens, negros, pobres e de periferias, sem reparação adequada às famílias.
- As organizações pedem à ONU que o Brasil fortaleça o controle policial e adote planos de redução da letalidade.
- Solicitam que o STJ reconheça os Crimes de Maio como graves violações de direitos humanos e, portanto, imprescritíveis.
Organizações de direitos humanos, incluindo Conectas Direitos Humanos e o Movimento Mães de Maio, enviaram um apelo urgente à Organização das Nações Unidas (ONU) para que os Crimes de Maio de 2006, ocorridos em São Paulo, sejam considerados imprescritíveis. As entidades denunciam a omissão do Estado brasileiro na responsabilização pelas 564 mortes e 110 feridos, a maioria jovens, negros e pobres de periferias, e a ausência de reparação adequada às famílias das vítimas.
O apelo à ONU busca pressionar o Brasil a fortalecer o controle policial, adotar planos de redução da letalidade e oferecer assistência integral às vítimas. As organizações também solicitam que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) reconheça os Crimes de Maio como graves violações de direitos humanos, o que os tornaria imprescritíveis, alinhando a justiça brasileira aos padrões internacionais de direitos humanos.
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