A Raízen enfrenta um desafio crítico em seu plano de reestruturação financeira ao precisar negociar R$ 25,1 bilhões em passivos tributários com a Receita Federal. Este acerto é uma das três condições precedentes para que a companhia consiga implementar sua nova estratégia, que visa a segregação das operações em duas entidades independentes: Raízen Combustíveis e Raízen Energia. Do montante total em disputa, R$ 7,2 bilhões referem-se a passivos anteriores à criação da joint venture entre Shell e Cosan. Para viabilizar a reestruturação, o plano contempla um aporte de R$ 4 bilhões dos acionistas, sendo R$ 3,5 bilhões da Shell e R$ 500 milhões da Aguassanta Investimentos, além da conversão de 45% da dívida financeira em ações. A conclusão bem-sucedida dessas negociações é considerada essencial para a estabilização e o futuro operacional da empresa no mercado.
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