Inadimplência no agronegócio brasileiro atinge 8,2% em 2025
O setor agropecuário encerrou 2025 com alta na inadimplência e enfrenta desafios de crédito, custos e clima para o ciclo de 2026.
Pontos principais
- A taxa de inadimplência no agronegócio subiu para 8,2% em 2025, segundo a Serasa Experian.
- Custos elevados com fertilizantes e combustíveis, pressionados por tensões no Oriente Médio, seguem impactando o fluxo de caixa.
- Grandes proprietários e produtores sem registro formal registraram as maiores taxas de inadimplência, com 9,8% e 9,9% respectivamente.
- O Rio Grande do Sul apresentou o melhor desempenho nacional, com índice de 5,3%, impulsionado por cooperativas e seguros agrícolas.
- O setor agropecuário cresceu 2% no primeiro trimestre de 2026, mantendo relevância superior à média da economia nacional.
- O fenômeno climático El Niño é monitorado como fator de risco para a produtividade das lavouras no final de 2026.
- Governo e setor privado discutem medidas para reorganizar o passivo do endividamento rural e retomar a capacidade de investimento.
A inadimplência no setor agropecuário brasileiro encerrou 2025 em 8,2%, um aumento de um ponto percentual em relação ao ano anterior. O cenário reflete margens de lucro apertadas e custos operacionais elevados, agravados por instabilidades geopolíticas no Oriente Médio que encareceram insumos. Enquanto grandes produtores e informais enfrentaram maiores dificuldades, o Rio Grande do Sul destacou-se com 5,3% de inadimplência, beneficiado pela força das cooperativas e pela adesão a seguros agrícolas. Instituições como o Banco do Brasil e a Caixa seguem monitorando a qualidade das carteiras de crédito rural diante desse ambiente de endividamento.
Para 2026, a expectativa é que o setor continue impulsionando o PIB nacional, com um crescimento de 2% registrado já no primeiro trimestre. Contudo, o setor enfrenta desafios persistentes, incluindo o acesso restrito ao crédito e juros elevados. Além das pressões financeiras, o monitoramento do fenômeno climático El Niño tornou-se central para as projeções de produtividade das próximas safras. Diante desse quadro, representantes do governo e do setor privado buscam alternativas para a reorganização do passivo rural, visando estabilizar o fluxo de caixa e garantir a continuidade dos investimentos no campo.
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