A inadimplência no setor agropecuário brasileiro encerrou o ano de 2025 em 8,2%, representando um aumento de um ponto percentual em relação ao período anterior. O cenário foi agravado pela elevação dos custos operacionais, especialmente com fertilizantes e combustíveis, cujos preços foram pressionados por instabilidades geopolíticas envolvendo o Irã. Esse ambiente de margens reduzidas afetou diretamente o fluxo de caixa dos produtores rurais, levando instituições financeiras como o Banco do Brasil e a Caixa a monitorarem de perto o impacto em suas carteiras de crédito. Enquanto grandes proprietários e produtores sem registro formal enfrentaram maiores dificuldades, com taxas próximas a 10%, o Rio Grande do Sul destacou-se positivamente com um índice de 5,3%, resultado atribuído à força das cooperativas e à adesão a seguros agrícolas, que ofereceram maior proteção contra as oscilações do mercado.
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