Um juiz federal de Washington ordenou a remoção do nome do presidente Donald Trump do Kennedy Center, invalidando a tentativa de renomeação unilateral realizada pelo conselho administrativo da instituição. O magistrado Christopher R. Cooper concluiu que o conselho ultrapassou suas prerrogativas legais, sublinhando que a autoridade para alterar a denominação do centro de artes é uma competência exclusiva do Congresso dos Estados Unidos. Além de determinar a retirada do nome da fachada e de toda a identidade visual, a sentença de 94 páginas suspendeu o fechamento do local, que estava previsto para uma reforma orçada em US$ 257 milhões, mantendo a agenda de espetáculos vigente.
Em desdobramento adicional, o tribunal estabeleceu um prazo de 14 dias para que a administração remova toda a sinalização física e elimine referências ao nome 'Trump Kennedy Center' de materiais oficiais e comunicações. A decisão fundamenta-se no estatuto orgânico do centro, que veda alterações de nomenclatura sem a devida autorização legislativa. O caso destaca o embate entre as iniciativas da administração Trump e as limitações estatutárias impostas por órgãos federais. O Kennedy Center afirmou que pretende recorrer da decisão, mantendo o impasse sobre a identidade oficial do centro cultural.
Folha de São Paulo - Mundo • 29 mai, 18:22
SCMP - World • 29 mai, 17:00
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