Fazenda projeta crescimento de 2,3% do PIB em 2026 e inflação em queda, apesar de juros altos
O Ministério da Fazenda revisou suas projeções econômicas, estimando um crescimento do PIB de 2,3% para 2025 e 2026, e uma nova queda da inflação para 3,6% em 2026.
Pontos principais
- A projeção para o crescimento do PIB de 2025 foi revisada de 2,2% para 2,3%, enquanto a de 2026 foi reduzida de 2,4% para 2,3%.
- A expectativa de crescimento para 2026, de 2,3%, representa uma forte desaceleração em relação aos 3,4% de 2024, sendo a menor taxa desde 2020.
- O governo projeta que a inflação oficial (IPCA) recue para 3,6% em 2026, mantendo a projeção de novembro do ano anterior.
- Apesar da taxa Selic em 15% ao ano, o Ministério da Fazenda não prevê desaceleração da economia brasileira em 2026, e a SPE espera que a desinflação possibilite a redução dos juros básicos.
- A redução na projeção do PIB reflete a desaceleração na atividade agropecuária após safra recorde de 2025, compensada por indústria e serviços.
O Ministério da Fazenda, por meio da Secretaria de Política Econômica (SPE), divulgou novas projeções econômicas, indicando um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,3% para os anos de 2025 e 2026. Essa estimativa representa uma revisão da projeção anterior para 2025, que era de 2,2%, e uma leve queda para 2026, de 2,4% para 2,3%. Apesar da manutenção da taxa Selic em 15% ao ano, a SPE não prevê uma desaceleração da economia brasileira em 2026, embora o ritmo de expansão seja consideravelmente menor que os 3,4% esperados para 2024, marcando a menor taxa desde a retração de 3,3% em 2020, durante a pandemia de Covid-19.
Além do crescimento do PIB, o governo mantém a projeção de queda da inflação oficial (IPCA) para 3,6% em 2026, conforme já previsto em novembro do ano anterior. A SPE espera estabilidade no ritmo de crescimento e continuidade da desinflação em 2026, possibilitando a redução dos juros básicos, com o Copom indicando a possibilidade de iniciar o corte da Selic em março. A redução na projeção do PIB reflete a desaceleração na atividade agropecuária após safra recorde de 2025, compensada por indústria e serviços, mas riscos como tensões geopolíticas e a desaceleração da economia chinesa podem impactar o cenário.
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