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ANS define reajuste máximo de 5,11% para planos de saúde individuais

O índice, válido até abril de 2027, impacta 7,7 milhões de beneficiários e é o menor desde 2000, excluindo o período da pandemia, gerando cautela no mercado.

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Foto: InfoMoney
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29/05 às 10:03 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • O teto de 5,11% foi aprovado pela ANS e pelo Ministério da Fazenda para o ciclo 2026/2027.
  • O índice representa o menor reajuste anual desde o ano 2000, desconsiderando o período atípico de 2021.
  • A medida abrange 7,7 milhões de contratos individuais ou familiares firmados após a Lei nº 9.656/98.
  • O cálculo considerou o Índice de Valor das Despesas Assistenciais (IVDA) e o IPCA, superando a inflação de 4,64%.
  • Ações de operadoras como Hapvida e Rede D'Or recuaram na bolsa após o anúncio, refletindo preocupações com margens.
  • A aplicação ocorre no mês de aniversário do contrato, com possibilidade de cobrança retroativa para vencimentos em maio e junho.
  • Planos empresariais e coletivos permanecem fora do teto regulatório, sendo definidos por livre negociação.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) oficializou o teto de 5,11% para o reajuste anual de planos de saúde individuais e familiares, válido para o período entre 1º de maio de 2026 e 30 de abril de 2027. Este índice, aprovado após análise do Ministério da Fazenda, destaca-se por ser o menor percentual aplicado desde o ano 2000, excluindo o ajuste atípico realizado durante a pandemia em 2021. A decisão impacta diretamente cerca de 7,7 milhões de beneficiários, sendo aplicada no mês de aniversário de cada contrato, com previsão de cobrança retroativa para os vencimentos ocorridos em maio e junho.

O cálculo baseou-se no Índice de Valor das Despesas Assistenciais (IVDA) e no IPCA, resultando em um patamar que supera a inflação oficial acumulada de 4,64% até maio de 2026. Embora o índice busque equilibrar a sustentabilidade do setor e o poder de compra dos consumidores, a reação do mercado financeiro foi negativa. Analistas do setor apontam que o percentual ficou abaixo das expectativas, pressionando as margens de lucro das operadoras. Como reflexo imediato, ações de empresas como Hapvida e Rede D'Or registraram quedas na bolsa, com investidores demonstrando cautela quanto à rentabilidade futura das companhias com maior exposição ao segmento individual.

É importante ressaltar que a ANS não possui competência legal para definir reajustes em planos coletivos e empresariais, cujos valores seguem definidos por livre negociação entre as partes. Enquanto as operadoras buscam mitigar o impacto regulatório através de estratégias comerciais e otimização de redes, instituições financeiras como Goldman Sachs, Morgan Stanley e Itaú BBA monitoram o desempenho das empresas. A recuperação do setor, segundo especialistas, dependerá da capacidade das operadoras de gerir custos operacionais e expandir sua atuação em contratos corporativos, que não estão sujeitos ao teto fixado pela agência reguladora.

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