O reajuste de 5,1% para planos de saúde individuais em 2026, definido pela ANS, é visto como negativo para o setor, especialmente para a Hapvida, após sua principal subsidiária ser excluída do cálculo do índice.
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) estabeleceu o Índice de Reajuste de Planos Individuais (IRPI) em 5,1% para 2026. Este cenário é considerado desfavorável para o setor de saúde suplementar, com um impacto particularmente negativo para a Hapvida. A principal subsidiária da empresa foi reclassificada como "ponto fora da curva" pela ANS e excluída do cálculo do IRPI, devido a um aumento de 35,2% no custo per capita em 2025.
A exclusão da Hapvida do cálculo do índice contribuiu para um teto de reajuste do setor que seria quase três pontos percentuais maior sem essa alteração. Analistas do Morgan Stanley preveem um lucro líquido de R$ 224 milhões para a Hapvida em 2026, valor significativamente inferior ao consenso de mercado de R$ 430 milhões. A empresa enfrenta desafios como a concorrência da Amil, pressão de sinistralidade, subutilização de capacidade hospitalar e a desaceleração macroeconômica, indicando um ano "cada vez mais difícil" para a companhia.
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