Análise aponta que o limite definido pela ANS para planos de saúde beneficia uma parcela restrita dos consumidores brasileiros.
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou recentemente um teto de 5,11% para o reajuste anual dos planos de saúde, marca que representa o menor índice aplicado pelo órgão desde o ano 2000. Apesar da redução, uma análise realizada pelo Grupo All Cross projeta que a medida terá um alcance limitado, beneficiando apenas 14,5% do total de usuários no Brasil. O levantamento destaca que a grande maioria dos beneficiários não será contemplada pela limitação, mantendo o setor sob constante monitoramento devido à pressão dos custos crescentes para os consumidores. A disparidade entre o teto anunciado e a realidade da base de usuários reforça o debate sobre a eficácia das regulações atuais frente à inflação médica e à sustentabilidade do sistema de saúde suplementar no país.
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