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Governo de Minas Gerais revisa privatização da Copasa após fracasso

O governo mineiro reajustou o cronograma e manteve o preço mínimo de R$ 47,23 por ação na oferta da Copasa, com decisão final adiada para 11 de junho de 2026.

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Foto: Bloomberg - Markets
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28/05 às 06:15 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • O governo fixou o preço mínimo de R$ 47,23 por ação para a venda de 30% da estatal.
  • Propostas da Equatorial Energia e do consórcio liderado pela Aegea foram rejeitadas por estarem abaixo do valor mínimo.
  • O fundo Perfin, atual acionista com 18%, planeja investir mais R$ 1 bilhão na companhia.
  • O cronograma foi ajustado e a data para a fixação do preço final da oferta foi definida para 11 de junho de 2026.
  • Analistas do Santander mantêm otimismo com o processo, citando a escassez de ações como fator de valorização.
  • O governo mantém a possibilidade de cancelar a venda caso as novas ofertas não alcancem o patamar estipulado.

O governo de Minas Gerais decidiu revisar a modelagem da privatização da Copasa após o processo inicial não atrair ofertas condizentes com o valor mínimo esperado. As propostas apresentadas pela Equatorial Energia e pelo consórcio liderado pela Aegea foram rejeitadas por ficarem abaixo do preço de R$ 47,23 por ação, valor fixado pelo Estado para a venda de 30% da companhia. A medida visa dar transparência e clareza aos interessados, buscando viabilizar investimentos multibilionários em saneamento e superar os desafios de competitividade enfrentados pela estatal. O fundo Perfin, que já detém 18% da empresa, permanece como peça-chave no processo, sinalizando interesse em aportar mais R$ 1 bilhão em uma oferta subsequente.

Com o relançamento oficial da oferta, a companhia ajustou o cronograma e estabeleceu o dia 11 de junho de 2026 como a nova data para a fixação do preço final. A empresa trabalha para alinhar as expectativas de valuation com o interesse do setor privado, tentando mitigar os riscos que levaram ao fracasso da rodada anterior. Apesar das incertezas, analistas do Santander mantêm uma visão otimista sobre a operação, argumentando que a escassez de ações em circulação no mercado pode favorecer a valorização do papel após a conclusão da capitalização.

A interrupção inicial do processo gerou volatilidade nas ações da companhia, refletindo a cautela do mercado diante do cenário eleitoral e das divergências sobre o valuation. O Estado reforçou que a operação poderá ser cancelada caso as novas propostas não atinjam o preço mínimo definido, mantendo a cautela sobre o desfecho final. Investidores agora aguardam a nova rodada de precificação para reavaliar a tese de investimento na estatal mineira.

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