Equatorial compra 30% da Copasa em privatização de R$ 8,4 bilhões
A Equatorial tornou-se acionista de referência da Copasa em operação de R$ 8,4 bilhões, a segunda maior do setor de saneamento no Brasil.
Pontos principais
- A Equatorial, via Gerais Saneamento, comprou 30% da Copasa por R$ 8,39 bilhões, com ações a R$ 49,03.
- A operação é a segunda maior privatização do setor de saneamento no país, atrás apenas da Sabesp.
- O Estado de Minas Gerais manterá 5% de participação e uma golden share com poder de veto.
- A Equatorial comprometeu-se com metas de universalização do acesso a água e saneamento até 2033.
- A oferta foi precificada com um desconto de quase 20% em relação ao fechamento anterior, gerando críticas.
- Investidores apontaram falta de transparência no rateio e uso de estratégias de 'padding' na demanda.
- As ações da companhia passam a ser negociadas sob a nova estrutura a partir de 15 de junho de 2026.
O governo de Minas Gerais oficializou a privatização da Copasa com a venda de uma fatia de 30% para a Equatorial, que se tornou a investidora de referência da companhia. A operação, realizada por meio da subsidiária Gerais Saneamento, movimentou R$ 8,39 bilhões aos cofres estaduais, sendo classificada como a segunda maior privatização do setor de saneamento no Brasil. O leilão, coordenado por um consórcio liderado pelo BTG Pactual, registrou R$ 66 bilhões em propostas e consolidou a estratégia de desestatização do governo mineiro. Como parte do acordo, a Equatorial estabeleceu prazos de 'lock-up' para suas ações, vinculados a metas de investimento e prazos contratuais.
Apesar do sucesso na captação, a precificação da oferta gerou debates no mercado financeiro. O valor por ação representou um desconto de quase 20% em relação ao preço de fechamento anterior, dinâmica que analistas compararam à privatização da Sabesp em 2024. Além disso, investidores institucionais manifestaram críticas quanto à transparência nos critérios de rateio, que limitou a alocação de ações para diversos participantes. Relatos indicam que parte da alta demanda foi inflada por estratégias de 'padding', enquanto o governo estadual optou por não exercer a venda de um lote suplementar de 19 milhões de ações.
Como parte do acordo, o Estado de Minas Gerais reterá uma participação residual de 5% e manterá uma golden share, garantindo poder de veto em decisões estratégicas. A Equatorial, por sua vez, assumiu compromissos firmes de universalização do acesso a água e saneamento no estado até 2033. As ações da Copasa sob a nova configuração acionária começam a ser negociadas na Bolsa de Valores a partir de 15 de junho de 2026. Com este movimento, a Equatorial reafirma sua estratégia de expansão, alterando significativamente a governança da prestadora de serviços e estabelecendo um novo marco para a reestruturação do setor em Minas Gerais.
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