Fintechs ligadas ao crime organizado movimentaram R$ 26 bilhões
Operação Fluxo Oculto revela esquema de lavagem de dinheiro via fintechs, envolvendo R$ 26 bilhões movimentados em quatro anos.
Pontos principais
- Seis fintechs foram identificadas como ferramentas para lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial.
- O esquema movimentou R$ 26 bilhões ao longo de um período de quatro anos.
- A organização criminosa utilizava o sistema para lavar lucros obtidos com a adulteração de combustíveis.
- Investigações apontam o uso recorrente de criptoativos para facilitar a circulação ilícita de valores.
- O governo federal busca asfixiar financeiramente as estruturas que sustentam o crime organizado no país.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, revelou que seis fintechs foram utilizadas por uma organização criminosa para movimentar R$ 26 bilhões em um esquema de lavagem de dinheiro. A descoberta é resultado da Operação Fluxo Oculto, que investiga como essas instituições financeiras digitais foram empregadas para ocultar patrimônio e dar aparência legal a recursos obtidos ilicitamente. Segundo as autoridades, o grupo criminoso atuava principalmente no setor de adulteração de combustíveis, utilizando nafta para fraudar o mercado. Para contornar a fiscalização, os envolvidos recorriam frequentemente a criptoativos, dificultando o rastreio das transações. A ação faz parte de uma estratégia mais ampla do governo federal para desmantelar as engrenagens financeiras que sustentam o crime organizado, focando na interrupção do fluxo de capital que permite a continuidade dessas atividades ilegais.
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