O Ministério Público de São Paulo deflagrou a Operação Fluxo Oculto para investigar o uso de seis fintechs como bancos paralelos em um esquema de lavagem de dinheiro e fraude no setor de combustíveis. A ação, que é um desdobramento da Operação Carbono Oculto, apura como essas instituições de pagamento facilitavam a movimentação financeira de um grupo criminoso, incluindo o pagamento de despesas pessoais e transações em fundos de investimento. O esquema baseava-se no desvio de nafta petroquímica e na simulação de vendas por meio de empresas-fantasma, muitas vezes registradas em nomes de laranjas, como detentos e pessoas em situação de vulnerabilidade. Com o cumprimento de 55 mandados de busca e apreensão, as autoridades buscam desarticular a estrutura que permitia a circulação de recursos ilícitos através do sistema financeiro digital, evidenciando a crescente preocupação com o uso de fintechs em atividades criminosas complexas.
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