O ministro do STF Flávio Dino tem utilizado os desdobramentos das operações Fluxo Oculto e Carbono Oculto para pressionar pela reestruturação da CVM. As investigações apontam que organizações criminosas, como o PCC, utilizam fintechs sediadas na Faria Lima para movimentar recursos ilícitos, evidenciando falhas na regulação do mercado financeiro. Em resposta, o governo federal submeteu ao STF um plano emergencial que prevê o aumento do quadro de pessoal e a criação de uma força-tarefa para reduzir em 20% o estoque de processos administrativos da autarquia até o final de 2025.
Contudo, a proposta enfrenta impasses internos, uma vez que a União rejeitou o pedido da CVM para o pagamento de horas extras com adicional de 50% aos servidores envolvidos no mutirão. O ministro determinou um prazo de cinco dias úteis para que as partes se manifestem sobre o plano, avaliando se as medidas são suficientes para coibir o uso do sistema financeiro por grupos criminosos.
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