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Dino defende reestruturação da CVM após operações contra lavagem

O ministro Flávio Dino pressiona pela reestruturação da CVM após operações revelarem o uso de fintechs por organizações criminosas.

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Foto: InfoMoney
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28/05 às 13:45 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • As operações Fluxo Oculto e Carbono Oculto investigam o uso de fintechs na Faria Lima para lavagem de dinheiro do PCC.
  • O governo apresentou ao STF um plano emergencial que inclui a contratação temporária de servidores, uso de IA e integração de dados com o COAF.
  • A proposta prevê a redução de 20% no estoque de processos administrativos e o financiamento via taxa de fiscalização do mercado.
  • O ministro Flávio Dino concedeu prazo de cinco dias para que partidos, Congresso e Presidência se manifestem sobre a eficácia das medidas.
  • O cronograma de implementação do plano de reestruturação está estruturado em ciclos sucessivos ao longo de 2026.

O ministro do STF Flávio Dino tem utilizado os desdobramentos das operações Fluxo Oculto e Carbono Oculto para pressionar pela reestruturação da CVM. As investigações apontam que organizações criminosas, como o PCC, utilizam fintechs sediadas na Faria Lima para movimentar recursos ilícitos, evidenciando falhas na regulação do mercado financeiro. Em resposta, o governo federal submeteu ao STF um plano emergencial que prevê o aumento do quadro de pessoal, a criação de uma força-tarefa para reduzir em 20% o estoque de processos administrativos e investimentos em infraestrutura computacional, com o financiamento vinculado à arrecadação da taxa de fiscalização do mercado.

O plano, que prevê a integração de dados com o Banco Central e o COAF, enfrenta impasses internos, uma vez que a União rejeitou o pedido da CVM para o pagamento de horas extras com adicional de 50% aos servidores envolvidos no mutirão. O ministro determinou um prazo de cinco dias úteis para que partidos, Congresso e Presidência se manifestem sobre o plano, avaliando se as medidas, estruturadas em ciclos sucessivos para 2026, são suficientes para coibir o uso do sistema financeiro por grupos criminosos.

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