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Flávio Dino cobra reestruturação da CVM e defende autonomia financeira

O ministro Flávio Dino determinou que o governo reforce a estrutura da CVM, mantendo a retenção de 70% da arrecadação e exigindo metas de produtividade imediatas.

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Foto: InfoMoney
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12/06 às 14:04 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • Flávio Dino determinou que a CVM retenha 70% da Taxa de Fiscalização para garantir autonomia financeira.
  • O STF homologou parcialmente o plano governamental, exigindo metas mais agressivas de recomposição de pessoal.
  • Foi determinado um mutirão imediato para reduzir o estoque de processos acumulados em até 30 dias.
  • A decisão autoriza o pagamento de horas extras para forças-tarefa até dezembro de 2026.
  • O governo tem cinco dias úteis para apresentar metas adicionais e dez dias para reforçar o colegiado e áreas técnicas.
  • A União deve prestar contas ao Supremo sobre o cumprimento das ordens até 30 de novembro de 2026.
  • O ministro reiterou que a fragilidade na fiscalização da autarquia representa um risco sistêmico ao mercado financeiro.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), intensificou a pressão sobre o governo federal ao homologar apenas parcialmente o plano de reestruturação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Classificando a situação do órgão como um "caos administrativo", o magistrado reforçou que a retenção de 70% da taxa de fiscalização pela autarquia é uma ordem judicial de eficácia imediata. A decisão visa sanar fragilidades operacionais que, segundo o ministro, facilitam fraudes e colocam em risco a estabilidade do mercado financeiro nacional.

Para mitigar o estoque de processos, o STF determinou a realização de um mutirão imediato com prazo de 30 dias e autorizou o pagamento de horas extras para servidores envolvidos em forças-tarefa até o final de 2026. O governo federal tem agora cinco dias úteis para apresentar metas adicionais de recuperação e dez dias para reforçar o colegiado e as áreas técnicas. Além disso, a União deverá prestar contas ao Supremo sobre o cumprimento das determinações até novembro de 2026, assegurando que a entidade recupere sua plena capacidade regulatória e independência técnica.

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