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Inadimplência no Brasil é puxada por fintechs e bancos digitais

Dados do Banco Central mostram que fintechs concentram maior inadimplência devido à exposição a clientes de menor renda, enquanto bancões seguem estáveis.

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Foto: InfoMoney
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27/05 às 07:04

Pontos principais

  • Instituições do grupo S2 concentram 55% da inadimplência em cartões de crédito e 60% em empréstimos pessoais.
  • Grandes bancos tradicionais (grupo S1) registraram melhora na qualidade de crédito e menor exposição a linhas de consumo.
  • O Nubank é o principal motor de originação de crédito no segmento de instituições não-S1.
  • Setores de crédito corporativo, microempresas e crédito rural apresentaram melhora nos índices de atraso em abril de 2026.

Relatório do Banco Central referente a abril de 2026 aponta uma divergência clara na qualidade de crédito entre os grandes bancos tradicionais e as fintechs. Enquanto as instituições do grupo S1 mantêm estabilidade e reduziram a exposição a linhas de consumo sem garantia, o grupo S2, composto por bancos digitais e instituições de médio porte, enfrenta índices de inadimplência mais elevados. Esse cenário reflete a estratégia dessas empresas de focar em clientes de menor renda, segmento que concentra a maior parte dos atrasos em cartões e empréstimos pessoais. O Nubank figura como o principal responsável pela expansão do crédito nesse grupo. Especialistas ressaltam, contudo, que a análise pontual de abril pode ser influenciada por fatores sazonais, como o menor número de dias úteis, embora a tendência de risco no setor financeiro digital permaneça como um ponto de atenção para o mercado.

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