Relatórios recentes do Itaú BBA e do Goldman Sachs sugerem que a percepção de deterioração na qualidade do crédito no Brasil é, na verdade, uma distorção causada pela mudança estrutural no setor bancário. Enquanto os grandes bancos, classificados como S1, mantêm indicadores de inadimplência estáveis ou em melhora devido à redução de exposição a riscos elevados, as fintechs e bancos menores têm registrado índices mais altos ao atenderem públicos com perfis de crédito mais sensíveis. A análise aponta que o aumento na inadimplência do sistema financeiro é concentrado em instituições do grupo S3, especialmente no segmento de cartões de crédito. Especialistas alertam que a interpretação dos dados agregados do Banco Central exige cautela, visto que o crescimento da relação crédito/PIB reflete, em grande parte, a inclusão de novos tomadores no mercado financeiro, e não necessariamente um endividamento excessivo dos mesmos indivíduos.
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