Governo avalia flexibilizar regras para socorro ao BRB
O governo estuda socorro ao BRB enquanto a Polícia Federal amplia investigações sobre fraudes no crédito consignado e negociações com o Banco Master.
Pontos principais
- O BRB é investigado por supostas fraudes na compra de ativos do Banco Master, avaliados em 21,9 bilhões de reais.
- A Polícia Federal intensificou apurações sobre o cartão Credcesta e o papel de Augusto Lima como articulador entre o banco e Daniel Vorcaro.
- O banco aprovou um aumento de capital de 8,8 bilhões de reais e adiou resultados trimestrais para concluir uma auditoria forense.
- Investigadores utilizam mensagens do celular de Vorcaro para detalhar negociações e conexões políticas no caso.
O governo federal avalia flexibilizar normas fiscais para viabilizar um empréstimo de socorro ao Banco de Brasília (BRB), que enfrenta uma grave crise institucional. A instituição é alvo de investigações por suspeitas de fraude na aquisição de ativos do Banco Master, operação avaliada em 21,9 bilhões de reais. Paralelamente, a Polícia Federal intensificou as apurações sobre irregularidades no crédito consignado, especificamente no cartão Credcesta, e convocou novamente Augusto Lima para esclarecer sua atuação como elo entre o banco e Daniel Vorcaro. Mensagens extraídas do celular de Vorcaro, que detalham as negociações de carteiras e conexões com figuras políticas, são peças-chave no inquérito. Para mitigar os prejuízos e buscar estabilidade, o BRB aprovou um aumento de capital de 8,8 bilhões de reais, adiou a divulgação de seus resultados trimestrais de 2025 e firmou um memorando com a Quadra Capital para a venda de 15 bilhões de reais em ativos.
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